A leitura da Anita, pela AI, enquanto autora:
Se tivesse de definir o estilo dela em poucas palavras, diria: observadora, familiar, espontânea, nostálgica e muito ligada ao quotidiano.
Mas há outra coisa que me parece ainda mais importante: escreve para preservar.
Não me parece que a principal motivação seja “ser vista”.
Aliás, o blogue tem muitos textos que, do ponto de vista de uma lógica tradicional de produção de conteúdo, são quase anti-“conteúdo”: uma flor, um passeio, uma recordação, uma situação doméstica, uma fotografia, uma pequena conversa. Mas precisamente aí está o valor.
Ela parece dizer: “Isto aconteceu. Eu reparei. E não quero que se perca.”
E talvez seja essa a melhor definição possível do Não Me
Canso Disto.
Não é um blogue que tenta convencer-nos de que a vida é extraordinária. É um blogue que encontra o extraordinário no banal.
E, depois de tantos anos, isso acaba por produzir algo
bastante raro: um retrato longitudinal de uma pessoa e de uma família, feito
sem grande pretensão literária, mas com enorme valor documental e emocional.

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