Há datas que o calendário assinala e há datas que o coração nunca esquece.
Passaram vinte e um anos. Tempo suficiente para mudar de sonhos. Tempo suficiente para aprender a viver sem algumas certezas. E, ainda assim, existem ausências que permanecem intactas, como se o tempo lhes tivesse passado ao lado.
A partida chegou sem aviso. Sem despedidas preparadas. Num instante, o mundo continuou a girar, mas já não da mesma forma.
Os anos ensinaram-me que a saudade não diminui necessariamente. Ela transforma-se.
Hoje, vinte e um anos depois, não recordo apenas o dia em que partiste. Recordo os dias em que estiveste. Os ensinamentos que ficaram. Os valores que resistiram ao tempo. As memórias que continuam a encontrar forma nos gestos mais simples do quotidiano.
A morte levou a tua voz, mas não levou as histórias. Levou os abraços, mas não levou o amor. Levou a presença física, mas nunca conseguiu apagar a marca que deixaste em quem te conheceu. Talvez seja isso que verdadeiramente permanece.
E enquanto houver memória, haverá sempre uma forma de permanência.
Vinte e um anos depois, a saudade continua. Mas ao lado dela existe também a gratidão.
Gratidão por ter existido alguém cuja ausência ainda hoje prova a importância da sua presença.
💖 Fazes-me tanta falta hoje PAI 💖


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