Há fases na vida que nos são marcantes enquanto mães. São fases que nos marcam, por um motivo ou outro, mas que temos a noção que algo poderia ser diferente ou que a partir daquele momento tudo mudará.
Cada filho tem uma fase diferente. Por isso, ao longo do crescimento deles tive sentimentos diferentes.
Com os 3 príncipes mais velhos, a fase mais penosa para mim, foi quando se encontravam na escola primária. Eu a trabalhar longe da casa, saindo cedo de casa e chegando sempre depois das 19h, quando chegava ao final da tarde a casa era preparar jantar, arrumar, tratar de roupas, banhos e cama. Por vezes ainda tinham trabalhos de casa, mas o acompanhamento não era o melhor. Senti que andavam um pouco sem apoio. Na realidade passavam mais tempo na escola que em casa, sendo que em casa, boa parte do tempo era passado a dormir. Há um sentimento de vazio, de inércia, porque o que queríamos que acontecesse não é possível.

Com o Afonso, as coisas mudaram um pouco. Muito mais acompanhado, porque ele assim exigia, não só em termos de saúde, mas também em termos de aprendizagem. A altura mais marcante para mim, foi quando ele deixou de olhar para trás, na sua ida para a escola, e deixou de dizer adeus. Doeu. Mas sabemos que isso acontece, e aquele era o dia, o momento.

Com o príncipe mais novo, o momento mais doloroso, foi quando terminou a escola primária, o seu último dia. A partir daquele momento todos os meus "bebés" eram grandes. No meio da alegria eu sentia uma grande tristeza.

Sabemos que crescem e este é o processo normal, mas as mães têm sempre dificuldade em deslargar, soltar e deixar ir.
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