
Agosto trás-me saudades.
Saudades das manhãs frias e com nevoeiro.
Saudades de ouvir o rio e as rãs a saltar.
Saudades até de algo que eu detestava, ajudar a regar o milho.
Saudade de sentir o cheiro das ervas pela manhã.
Saudades de ir buscar água à nascente e que fresca ela estava.
No meio da saudade, vou ao google maps ver como tudo está. Não é possível ver como era.
Vejo uma diferença tão grande. A ordem transformou-se no caos, mas o espaço é o mesmo.
Faltas tu. Falta o milho. Falta o rio que quase não se vê. Falta tanto...
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