
Cresci numa família onde éramos 5 pessoas: pais e 3 filhas. Raramente brinquei com primos. A única pessoa que ainda falava com regularidade era o meu avô materno. Os meus avós paternos via-os, mas raramente interagíamos. Cresci numa família muito curta, sem relação com tios, sem relação com primos. Só havia partilha de momentos em funerais ou casamentos, pouco mais.
Via as outras crianças com primos, mas eu não brincava com os meus.
Quando as minhas irmãs casaram e tiveram filhos tudo mudou. Estive presente no crescimento dos meus sobrinhos.
Em 2005 faleceu o meu pai e tudo voltou a mudar.
Os meus filhos, tal como eu, não têm quase contacto com a família materna, nem paterna. Os primos e tios para eles também são distantes. Se calhar nem sabem o nome de tios e primos. Parece um padrão que se repete...
Fico triste por eles, porque sei o que sentia em pequena. Se calhar nos nossos dias já não sentem tanto essa necessidade, mas haverá sempre algo que se perde.
Comentários
Enviar um comentário