
E estamos quase a chegar ao fim da nossa viagem (demorei 2 semanas a relatar). Última paragem - Marvão.
Já não ia a Marvão há mais de 30 anos, tinha receio que quando lá chegasse não correspondesse às lembranças.

Mas Marvão é Marvão e nunca nos deixa ficar mal. Marvão tem vida própria, mesmo que as ruas estejam vazias. Mas não estavam... Cada canto uma jóia.



Entrámos na torre do relógio, anexa à antiga cadeia, onde tivemos a simpatia de duas senhoras a contarem a história daqueles dois locais. Ficámos um bom bocado a falar com elas. De doçura de voz, que simpatia, que boa companhia. Preservam a cultura e vão fazendo peças de barro para comercializar - Olaria Maria Joaquim. Partilham histórias com os visitantes, histórias da terra, histórias da região. A mim deixou-me um enorme carinho pelas pessoas de Marvão. Dali, aconselhadas por elas, demos a volta ao edifício e fomos ver o antigo tribunal. Fantástico, um tribunal preservado nos tempos, sobre a cadeia, sobre a casa do guarda, numa zona que em tempos a preocupação com o contrabando era enorme.

Felicito Marvão por manterem o antigo tribunal. Já sabem, se forem a Marvão visitem.
Depois desta breve visita, onde também fomos tão bem recebidos pela senhora que aí estava, continuámos a percorrer as ruas até ao castelo.



Parámos na oficina de um artesão, que nos cativou com as suas pinturas, às quais incorpora cortiça e pedras. Pena não ter ficado com o nome, mas trouxemos um belo quadro.

Seguimos até ao castelo. Quando chegámos estavam algumas nuvens, mas num instante abateu-se uma tempestade. Vento forte, chuva, um belo arco-íris sobre Espanha. Mas continuámos, com esta confusão do tempo, o nosso passeio.





Antes de abandonar Marvão, depois de percorrermos várias ruas, fomos ao Natural Bar beber um café. Ainda passámos pela loja de Marvão com Gosto, cujo aroma nos fez apaixonar por aquelas bolachas.
Marvão é sempre um bom destino para voltar a visitar.

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